Resumo
O impacto do atendimento de pacientes com câncer para os sistemas de saúde pública está em contínuo aumento, em parte devido ao envelhecimento da população. Tratamento eficaz para o câncer ainda não é disponível apesar do desenvolvimento de novas e avançadas abordagens. Terapia gênica tem sido utilizada na clínica há mais de 25 anos e a sua aplicação para o tratamento do câncer tem mostrado vários sucessos, incluindo a recente aprovação pelo FDA de uma das modalidades de terapia gênica do câncer. No Brasil os estudos de terapia gênica estão bem encaminhados, mas a fim de chegar à aplicação clínica precisam de investimento considerável em pesquisa e infraestrutura. O Laboratório de Vetores Virais (LVV, ICESP, FMUSP) trabalha no desenvolvimento de uma imunoterapia contra melanoma baseada em vetores adenovirais portadores de p19Arf e interferon-², enquanto que o Laboratório de Terapia Gênica (LTG, ICB-USP) tem investido nas pesquisas de terapia gênica para câncer de pulmão desenvolvendo vetor adenoviral portador de dois genes supressores de tumor: CDKN2a (p16INK4a) e p53. Estes vetores adenovirais são capazes de retardar a progressão do tumor, induzem morte celular, particularmente o vetor portador de INF promove importante resposta imunológica antitumoral quando testado em modelos in vitro e in vivo de terapia gênica do câncer. Entretanto, estas abordagens precisam passar por rigorosas pesquisas pré-clínicas antes de serem candidatas a aplicação em protocolos clínicos. Esta proposta pretende preparar o caminho para estudos pré-clínicos através da implementação de três estratégias. Em primeiro lugar está o estabelecimento de produção de adenovírus com quantidade e qualidade adequadas para ensaios in vivo com relevância pré-clínica. A segunda estratégia inclui a continuação das investigações sobre os mecanismos de resposta celular e imunológica desencadeados pelo tratamento com os vetores adenovirais anticâncer, nesta meta serão realizadas análises em sistemas de cultura de células, tanto murinas quanto humanas, e também em modelos in vivo. A terceira estratégia está voltada a utilização de modelos animais clinicamente relevantes, incluindo modelos murinos condicionais e o modelo PDX (Patient Derived Xenograft), os quais serão empregados para demonstrar o mérito de nossas abordagens de terapia gênica do câncer. Este projeto irá garantir que o LVV e LTG atravessem a fronteira entre a investigação básica e clínica. (AU)
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